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EX-solteira, AGORA SUPER CASADA...(casamento oficializado em 28/08/11). Louca, como todos... inquieta, como sempre...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

CASAR FAZ BEM - matéria da revista VEJA, edição 2179 - ano 43 - nº 34 (25/08/10)

Olás pessoas!
Nessa semana a revista VEJA trouxe uma interessante matéria sobre o casamento (inclusive, era o tema da capa). Achei legal copiar uns trechos, e assim, quem não teve a oportunidade de ler, poderá ter uma idéia do que se tratava.

Quem cooperou com a matéria foi a escritora Liz Gilbert, autora do sucesso mundial Comer, Rezar, Amar (livro que já vendeu 85 milhões de exemplares).

De acordo com as pesquisas e estatísticas realizadas pela escritora "o casamento conserva sua força e modernidade, mais do que em qualquer outro momento de sua história. Ele é uma instituição dinâmica e vigorosa - porque hoje no mundo civilizado niguém mais é obrigado a se casar, nem muito menos,a viver um casamento infeliz até os seus últimos dias. O casamento hoje é genuinamente uma pacto e um compromisso entre iguais. E quando os parceiros estão em comum acordo pode oferecer muito mais satisfação (e até saúde e paixão) do que a vida em voo-solo."

" Há uma bela razão para o otimismo: quem está se casando hoje tem mais chance de ser bem-sucedido. As pessoas estão escolhendo melhor seus parceiros e se esforçando para que o casamento funcione."

" No Brasil, por exemplo, no ano de 2008 houve registro por volta de 960 mil casamentos. Foi a maior taxa em uma década. Em contrapartida, no mesmo ano, houve um divórcio para cada cinco casamentos (13% a mais do que em 2007). Em meados de julho passado, com a extinção da exigência dos casais cumprirem uma separação prévia de um a dois anos antes da sua oficialização, a associação dos cartórios de estado de São Paulo registrou um recorde para aquele mês de 713 divórcios. (...) Essa escalada nos divórcios deve ser encarada como um grão de sal. Até bem poucas décadas atrás, o casamento estava cercado de convenções rígidas. Malvista na sociedade e dificultada pela lei, a separação era um tabu."

" Em 2008, 17% das uniões no Brasil envolveram ao menos um cônjuge que já vinha de um divórcio. Ou seja, quase um em cada cinco casamentos era formado por um homem ou uma mulher que havia atravessado a dor, a frustração e o tumulto financeiro de um rompimento. E que, não obstante, os traumas passados, decidiram dar uma nova chance ao casamento. (...) O número dos chamados "recasamentos" cresceu impressionantes 66% em dez anos."

" Depois de séculos de uniões arranjadas e de entrega total e compulsória ao marido e aos filhos, as mulheres hoje têm um controle inédito sobre a vida conjugal - o qual pode deixá-las confusas e inseguras. (...) Para a mulher atual a contrapartida da independência é a auto-crítica: nada mais torturante do que saber que parte da felicidade no casamento depende de suas decisões. Infelizmente muitas vezes não é fácil enxergar as próprias vacilações."

" A vida conjugal pode ser protegida, ainda, por atitudes simples como a franqueza entre os parceiros sobre as respectivas finanças pessoais e o equilíbrio na divisão de tarefas do lar (quando o homem ajuda a, até a vida na alcova melhora - pois a mulher tem mais disposição para se sentir sexy.)

" Estatísticas canadaenses indicam que os homens casados vivem em média sete anos mais do que quem nunca se casou, e as mulheres, três anos mais. Estudos sugerem que um bom casamento diminui os riscos de câncer, artrite, ataques cardíacos e até demência. (...) Há outros benefícios mais intangíveis: as mulheres em geral, exercem uma influência civilizadora, digamos, sobre os homens - sobre quem recai tanto da responsabilidade pela harmonia familiar - a alargar seus horizontes para além dessa necessidade premente."

O biólogo David Barash e sua mulher Eve Lipton, autores do livro O Mito da Monogamia, defendem com entusiasmo do casamento monogâmico. " Sua adoção representou uma vantagem evolutiva decisiva para a espécie: permitiu, por exemplo, proteger a prole e acelerar o progresso material. (...) Só a cumplicidade a dois pode trazer amor e sensação de completude."

Ao ler essa matéria me ajudou a refletir sobre encarar o "sim" não somente para alguém que entrará conosco nessa jornada, mas principalmente, para a as decisões de uma vida...



    

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